Gira a Roda da Fortuna
Como se tivesse sádico humor
Às vezes rimos na desventura;
Ou na vitória padecemos de dor
Não se pode prever o fado
Que nos assola ou conforta;
Como em um filme fracassado,
A audiência, também, pouco se importa
E assim, marionetes solitárias
Erramos pelo mundo como que em ronda
E tergivesando por vias várias
Tentando nos equilibrar na grande onda:
A Vida, amada ou odiada
Mas jamais ignorada