É o vento, e nada mais.

February 6, 2010

Vain Hope

Filed under: Uncategorized — The Son of Nothing @ 11:02 pm
Tags:

Will you still care for me
When I break down and go mad?
Will you really stay with me
Through times good and bad?

Will you take me by the hand
And bring me along to a walk
Through this desperate land
And motivate me if I balk?

Will you help me stand tall
When my legs shake and fail
And there is no hope at all
And the pain makes me wail?

Will you still be with me
To see the crimson sunset
And gather some sleds
Like in the day we met?

Will we dance like loons
When our once-great band
Starts playing new tunes
That I can’t understand?

After all that happened
And all that we’ve done
Will you please remember me
When, at last, I’m gone?

November 6, 2008

Hussein, POTUS – ou Eleições Americanas de 2008

Filed under: Política — The Son of Nothing @ 5:50 pm

Nas eleições do dia 4 de novembro de 2008, o povo dos Estados Unidos da América foi às urnas em números nunca antes vistos para decidir os rumos de sua nação, numa das mais acirradas campanhas eleitorais já ocorridas na terra do Tio Sam. De um lado, um célebre veterano do Vietnã, com posições ideológicas conservadoras, porém bastante diferentes de seu antecessor mundialmente odiado. John McCain seria um bom presidente dos Estados Unidos; mesmo com sua idade avançada e escolha pobre de Vice-Presidente (afinal, Bush pai sobreviveu a Dan Quayle), ele conseguiu a proeza de ser o candidato republicano mais interessante desde Reagan.

Porém, apesar de ter ido mais longe do que nas eleições de 2000, quando se retirou nas primárias após uma disputa intensa com o atual presidente estadunidense George Walker Bush, John McCain teve a mesma sina do democrata Adlai Stevenson: a eleição de 2008 já estava definida no momento em que o candidato do outro partido foi escolhido. Muitos comentaristas falam sobre a falência do Partido Republicano, sem ideais que apelem para o povo americano (exceto pela minoria religiosa que cada vez mais perde o espaço conquistado aos gritos), que inclusive foi responsável pela expansão da maioria democrata no Congresso e na House of Representatives.

Mas, fosse o candidato Democrata outro que não Barack Hussein Obama II, as coisas poderiam ter corrido de forma muito diferente.

De um relativo ninguém, o candidato a uma vaga senatorial que fez a keynote speech da Convenção do Partido Democrata em 2004 se tornou uma potência política, capaz de derrotar mesmo o estabelecidíssimo nome de Hillary Rodham Clinton nas primárias para a eleição de 2008. Parte de tamanha popularidade se deve ao seu trabalho no Senado, pela aprovação de leis como o Coburn-Obama Transparency Act, que estabeleceu um site com a prestação de contas do governo americano. Mas, lei por lei, tanto Clinton quanto McCain possuem uma participação mais destacada do que a de Obama, que se absteve em várias votações tidas como importantes (ao menos para as olavetes de plantão).

Barack Obama não era apenas um candidato comum, nem sua vitória é devida apenas à fraqueza momentânea do Partido Republicano. Ele é uma figura jovem, ativa, com um diploma de Harvard para provar o seu intelecto, filhos pequenos a criar. Joga basquete, está tentando largar o cigarro. Leitores brasileiros mais atentos à história devem se lembrar de uma figura que já governou a terra Brasilis, também eleita a partir de uma promessa de juventude e renovação. Sim, ele mesmo, Fernandinho Viadinho.

Porém, antes de concordar com Olavo de Carvalho e partirmos a crer na hipótese de que a vida do futuro 44º presidente dos EUA é apenas uma construção para um Candidato Manchuriano, convém lembrar que, mesmo que ele seja, o Executivo não possui tanto poder quanto o detido por um certo batráquio hirsuto, ou por coronéis golpistas fracassados. Qualquer desvio daquilo que o povo americano espera do candidato que elegeu, e pode-se ter certeza de que ele estará fora do poder antes que alguém consiga dizer Impeachment (Ou Lee Harvey Oswald).

Dessa forma, prefiro me focar na análise do significado da eleição e das perspectivas futuras.

É triste que uma coisa tão importante quanto mudança precise tornar-se um slogan político para receber a devida atenção, mas é exatamente isso que grande parte do povo americano busca. Não os Bible Belters e neocons que guiaram a política interna e externa nos últimos oito anos; quem foi as urnas por Obama, na maior parte dos casos, foi o povo das grandes cidades litorâneas, a América que inova, que muda, que se transforma e, ao fazê-lo, transforma o mundo.

A eleição de Obama foi um sinal dessa fração importante dos Estados Unidos para o mundo. Um sinal de que se deseja, de fato, romper com o desastre que foi a política externa de Bush, responsável pelo aumento do déficit e pelo envolvimento em duas guerras custosas e difíceis. Um sinal de que a sociedade deseja ser mais aberta e acolhedora às miríades que vão buscar o tão exaltado “Sonho Americano”. Um sinal de que os americanos não mais estão (tão) indiferentes ao resto do mundo.

Pois, na verdade, Barack Hussein Obama, se sobreviver até o meio-dia do dia 20 de Janeiro de 2009, será um presidente com uma capacidade sem precedentes de mudar a forma como o mundo vê os Estados Unidos. Mesmo antes de receber a nomeação de seu partido, Obama já contava com uma forte popularidade no exterior, já tendo contato com líderes como Nicholas Sarkozy. Sua eleição foi vista com júbilo por boa parte do Terceiro Mundo, que vê em uma eleição tão histórica a probabilidade de um novo começo com a mão até então imperialista da águia americana.

Obama pode não contar com a aceitação absoluta do resto do mundo, mas, se ele der sinais de desejar mudança, as outras nações o ouvirão, enquanto qualquer outro presidente fazendo a mesma coisa seria tomado por cínico. Se ele desejar encerrar a fanfarronice bolivariana, Hugo Chaves já abriu as portas para isso, com uma efusiva carta de congratulações. Se ele quiser abrir negociações com o Irã, o regime dos aiatolás o ouvirá. É muito forte no mundo a esperança de que as coisas mudem. Muita decepção ainda pode vir disso, mas, se o novo presidente se ativer às suas promessas e sinais de campanha, a percepção que o mundo tem dos Estados Unidos pode mudar – para a melhor.

Na parte 2: Os desafios do novo presidente.

Technorati Tags: ,,,

Pequeno rascunho econômico

Filed under: Uncategorized — The Son of Nothing @ 4:32 pm

 

Bem, muita coisa aconteceu no tempo em que fiquei sem postar. Então, tentarei fazer um breve sumário de alguns tópicos importantes, enquanto não escrevo algum post de grande porte como nos velhos tempos.

Para quem esteve fora do mundo (ou no Curso Poliedro, o que dá na mesma) Uma crise econômica, que já pairava no horizonte há algum tempo, ocorreu, com resultados desastrosos. A queda no valor das casas fez com que os títulos que dependiam disso também se desvalorizassem, causando um grande impacto no mercado financeiro. Nomes tradicionais como o Lehmann Brothers faliram como que da noite para o dia, garantindo que a situação principiada no setor imobiliário estadunidense passasse a ser uma emergência em nível mundial.

(more…)

November 2, 2008

Ausência

Filed under: Uncategorized — The Son of Nothing @ 5:31 pm

Não tenho postado neste blog há algum tempo, por uma série de motivos. Por um lado, minhas habilidades de escrita se atrofiaram e eu não tenho tido muitas idéias realmente blogáveis ultimamente.

Outro motivo para eu andar meio sumido é a escola. Estamos em uma época de revisão para os vestibulares, e as provas já começaram. Essa semana, tive uma experiência particularmente traumatizante com a prova do IME. Talvez fale mais sobre isso depois.

Dessa forma, boa parte do meu tempo acaba indo embora, e alguns poucos projetos paralelos importantes – como o latim – tomam o resto do meu tempo; por isso a aparente morte desta página. No entanto, tentarei postar alguma coisa nos próximos dias.

September 13, 2008

Ennui

Filed under: Devaneios — The Son of Nothing @ 9:54 pm

“Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.”

-Álvaro de Campos

Mais um dia sem sentido. Artur abriu os olhos, com uma expressão visivelmente acabada. Por que levantar? Para tomar café, escovar os dentes, vestir-se? Para bater cartão, sentar à mesa, rever papeladas, almoçar, ver mais papéis, voltar para casa? Não fora para isso que se esforçara tanto, que sacrificara sua juventude em meio a livros e exercícios. Tanto esforço, todos os anos na faculdade de engenharia, tudo isso para um empregozinho medíocre – que pagava muito bem, é verdade; mas não menos medíocre por conta disso -, para passar oito horas por dia de paletó e gravata atrás de uma mesa.

Mesmo assim, saiu da cama, mais por força do hábito que por vontade própria, e foi mecanicamente tomar seu café. Esquecera-se de que a esposa não mais morava lá; estavam tão distantes ultimamente que mal notou quando ela sumiu de vez da casa. Mas o silêncio de súbito o atingiu como todas as discussões não haviam conseguido. Parou de andar em direção à cozinha; não estava mais com fome. No lugar disso, seu estômago se embrulhou, como se quisesse botar algo para fora. O quê? Vestiu-se apressado e foi para o carro, seus passos metódicos substituídos por um andar hesitante, quase ébrio.

Olhou-se no retrovisor. A gravata estava desalinhada; o cabelo, idem. A cabeça, no entanto, era o que mais estava em desarranjo. Idéias vinham e passavam, turbilhões de sensações reprimidas despertando e morrendo em átimos de segundo. Já não era mais jovem, e a memória de tudo aquilo que deixou para trás agora o atingia como um tiro. Teria valido a pena desistir de seus sonhos da mocidade? Não era infeliz, na verdade, e seu patrimônio era invejável.

O sinal à sua frente fechou; absorto em seus pensamentos, Artur se atrasou um instante em pisar nos freios. Sua Mercedes destruiu a traseira do carro que vinha à frente – um Gol, Escort, ou algum dos carros que aparecem aos milhares em qualquer cidade -, mas Artur não se importou. O que fizera com a vida? Se não era triste, também não era feliz. Trocara as paixões e os sentimentos pelo método, pela realização dos objetivos mais práticos. Construíra para si um mundo sem dor, sem erro; mas isso não era uma vida.

Lembrou de Camila, a quem tanto amara outrora. Ela saíra de casa após várias tentativas de consultar terapeutas de casais, de discutir a relação. Ela xingava, esperneava, ameaçava, mas ele nunca disse nada, nem mesmo quando ela foi embora. Não poderia, se não sua realidade criada desmoronaria como um castelo de cartas. Tudo aquilo por que ele lutou tanto tempo e perdeu tudo, ele não poderia desistir tão facilmente disso. Ou poderia? Precisava fazer algo.

As sirenes do resgate se aproximavam do lugar do acidente. O celular começou a tocar; possivelmente era a secretária perguntando sobre o atraso. As pessoas começavam a se amontoar em torno dos carros, obstruindo a passagem do tráfego pela avenida. Artur abriu a porta de seu carro, quase intacto pela colisão frontal. Essa era a hora. Talvez ainda houvesse algum jeito. Jogou o paletó na calçada e partiu, rumo ao nada (ou ao infinito).

Novamente sobre o vestibular

Filed under: Devaneios, Redação — The Son of Nothing @ 8:20 pm
Tags: , , , ,

Maturidade. Mais do que uma avaliação de conhecimento, o exame conhecido como “vestibular” busca selecionar, dentre uma vasta quantitade de candidatos – majoritariamente jovens -, aqueles com o perfil adequado para um curso de Ensino Superior; funciona, desta forma, como um rito de passagem, em que o sucesso é acompanhado da aceitação e o fracasso tem um grande preço.

O objetivo principal do vestibular não é a avaliação do conteúdo aprendido durante o Ensino Médio brasileiro, notadamente deficitário e por demais orientado ao desempenho nos exames de admissão às universidades. Se fosse, não existiriam iniciativas como o Inclusp, que aumenta a nota no vestibular da FUVEST dos alunos que fizeram o Ensino Médio em escolas públicas, uma vez que tais programas favorecem alunos que teoricamente carecem da base teórica daqueles que atingiram notas semelhantes, mas sem contar com nenhum bônus. No entanto, mesmo quando não foram tornadas obrigatórias por leis, elas existem.

Ao contrário das cotas, o método atualmente em voga para a compensação das desigualdades da educação brasileira, sistemas que beneficiam os alunos através de acréscimos percentuais sobre a nota conseguem fazer o papel inclusivo ao mesmo tempo que retêm o caráter discriminatório do vestibular. Por recompensar mais aqueles alunos que tiveram um bom desempenho, tais programas visam nivelar o vasto abismo existente entre as escolas públicas e privadas no Brasil, permitindo que os alunos concorram em pé de igualdade, enquanto as cotas segregam os alunos beneficiados por elas, criando como que um concurso alternativo.

O vestibular é um método seletivo bem discriminatório (não poderia ser diferente, uma vez que as vagas não são suficientes para todos); mas se ele não discrimina o conhecimento adquirido na vida escolar prévia, quais são os seus critérios? Os manuais de vestibulares como o da USP e o da Unicamp oferecem várias visões, por vezes conflitantes. Em comum entre tais exames, porém, exite o objetivo de identificar o que o ENEM chama de competências: a capacidade de interpretação, de raciocínio lógico, essencial para o aluno de qualquer curso universitário. A introdução das questões interdisciplinares no vestibular da FUVEST evidencia o fato de que, mais do que o aluno que tenha conhecimento prévio, busca-se aquele com maior capacidade de aprendizado e desenvolvimento mental – e psicológico, uma vez que é necessário lidar com o estresse decorrente das pressões com relação ao sucesso no exame.

A pressão sobre os jovens é ainda maior. Um adulto, ao prestar vestibular, está tenntando melhorar de vida ou realizar um sonho, mas sua vida já está basicamente encaminhada; já o jovem possui um imperativo: ele deve passar, para conseguir um bom emprego e satisfazer as exigências da família, da sociedade. Para os adolescentes, o vestibular passa a ser um rito de passagem para a vida adulta, como o seria a circuncisão ritual em tribos africanas. Para os bem-sucedidos, permite-se o acesso ao Ensino Superior, abrindo muitas possibilidades profissionais e pessoais para o futuro. Àqueles que fracassarem, no entanto, restam atividades tidas como socialmente inferiores.

Deve-se o formato do exame vestibular às condições sociais e econômicas presentes no Brasil contemporâneo, que fazem com que o ingresso em um curso universitário seja a diferença entre uma vida economicamente confortável e a carestia, entre a ascenção social e a marginalidade. Dessa forma, o vestibular se assemelha em propósito – se não em forma – aos ritos de passagem para a vida adulta de tribos ao redor do mundo. Mesmo a brutalidade e a dor presente em alguns destes encontra paralelo no estresse a que se submetem os jovens. A essência é a mesma.

August 30, 2008

Um belo despertar

Filed under: Devaneios, Literatura — The Son of Nothing @ 4:48 pm
Tags: ,

Depois de um longo interlúdio, volto a postar neste blog – muito negligenciado ultimamente por mim, como todo o lado pessoal; vestibulares e outros processos seletivos tomam o meu tempo ultimamente -, mas dessa vez sobre um tópico que creio ainda não haver abordado nem aqui nem no (que Deus o tenha!) Far Beyond Sanity.

Literatura não era um assunto que realmente me atraísse. Desde a mais tenra idade, tenho uma paixão pela leitura, mas até recentemente ela se restringia à Ficção Científica e a livros técnicos e de Ciências Humanas, não incluindo quase nada que sequer lembrasse clássicos da literatura (não que isso torne aquele tipo de leitura menos válido ou provocador de reflexões). Só no Poliedro é que fui tomar contato com os clássicos da Literatura brasileira e mundial, em uma fase particularmente crítica de minha vida. Minhas reflexões políticas foram acompanhadas por “Os Miseráveis” e “Vidas Secas”; minhas desilusões amorosas, por “Dom Casmurro”.

Inicialmente motivado pelo simples desejo de obter nota, meus contatos com a Literatura foram se expandindo cada vez mais, de tal forma que um ano foi o suficiente para converter o jovem chucro e sonhador que cruzou as portas d’O Ateneu em alguém completamente diferente. Tomei gosto por Castro Alves, por Drummond, por Graciliano Ramos e por uma miríade de outros autores que aterrorizam jovens que vão prestar vestibulares.

No entanto, não havia tido contato com a obra de uma das maiores escritoras que o Brasil já produziu: Clarice Lispector. Sempre via as obras dessa brasileira naturalizada sendo comparadas àquelas de autores do quilate de Machado de Assis e Guimarães Rosa, simplesmente os dois maiores autores em prosa já produzidos por este país. Nunca entendi o porquê, até que, há pouco tempo, fui fortemente encorajado a ler “Laços de Família”, coletânea de contos da autora supracitada. E devo dizer que, embora não me arrependa nem um pouco da leitura, fico feliz de não tê-la feito antes.

Não é à toa que existe o medo de Clarice, a tendência a tratá-la como uma autora dificílima. A dificuldade, porém, não está no nível lingüístico; ao menos nos livros dela que li, a linguagem não chega nem mesmo perto da complexidade presente em Guimarães Rosa. A arduidade também não vem da riqueza das personagens femininas presentes em sua obra; perto de mulheres como Macabéa, a Laura de “Imitação da Rosa” ou a garota de “Felicidade Clandestina”, apagam-se os homens.

O verdadeiro problema, por assim dizer, que as pessoas têm com Clarice Lispector é que ela as faz pensar. Em maior ou menor grau, os textos de Clarice são o equivalente literário a um murro na boca do estômago, fazendo com que nos confrontemos com nossos medos, nossas incertezas, nossas angústias, nossa resignação. Quando mostra a Ana, de “Amor”, feliz com a vida medíocre que leva - e, ao se dedicar integralmente aos filhos e ao marido, aceitar e até desejar tal situação -, Clarice parece estar falando diretamente a cada um de nós.

A sensação resultante se aproxima da angústia ou ansiedade descrita pelos existencialistas, que, por sua vez, é o medo derivado da sensação de liberdade. Ao mostrar o quanto nós nos restringimos deliberadamente, Clarice provoca pensamentos. E isso nos assusta; afinal, o que, realmente, nos impede de pularmos de uma ponte a qualquer momento? As pessoas sempre buscam algo a que se agarrar, para não pensar nas outras possibilidades.

Essa posição do ser humano enquanto náufrago no mundo é justamente o que a maior parte das obras de Clarice expõe. Desculpas, desistência, fantasias, tudo isso são coisas que usamos para suprimir a sensação de liberdade. Mas qualquer situação, por mais insignificante que seja – como um cego mascando chiclete em um ônibus – pode romper esse equilíbrio instável.

August 3, 2008

L’Amour

Filed under: Far Beyond Sanity — The Son of Nothing @ 11:56 pm

UPDATE: Este texto foi originalmente postado no finado Far Beyond Sanity, em uma versão que desde então sofreu diversas modificações, omissões e adições. Como é um texto que eu particularmente gostei de fazer, decidi retirá-lo do cemitério ao qual a morte de tal blog o condenaria. Aproveitei, também, para dar mais algumas pinceladas no tema.

——————————————————-

O Amor é algo incompreensível e indefinível. Toda vez que alguém tenta descrevê-lo ou defini-lo, acaba sendo vago demais. “Amor é fogo que arde sem se ver” não quer dizer muito. Se fôssemos definir o amor de uma forma mais científica, acabaríamos nos referindo a ele como conseqüência de um conjunto de reações químicas no cérebro. Besteira. Só se pode falar do amor por exclusão ou através de suas conseqüências.

(more…)

July 31, 2008

Pequeno monólogo

Filed under: Devaneios — The Son of Nothing @ 1:12 am
Tags: ,

Jogos, máscaras. No fundo, as coisas são sempre as mesmas: ocultar, disfarçar, suprimir, adequar-se. Nada de sentimentos. Apenas a conformidade é esperada. A aceitação daquilo que é real, do que é esperado. Mas a realidade é uma prisão, talvez a mais insidiosa de todas. Só há uma escapatória, um último refúgio: o caos, o imprevisível.

Sem modelos ou previsões, por favor. Não me venham com Teorias de Tudo! Feliz é a marionete, pois ela não vê os fios que a regem. Já o homo sapiens, triste figura quixotesca enfrentado seus imperativos biológicos, é capaz de ver as paredes de sua cela. E isso o angustia. Quanto mais ele pensa, mais nítidos ficam os contornos.

Quando somos jovens, acreditamos que podemos mudar o mundo. Talvez possamos, talvez não. Mas, quando percebemos todo o poder que tínhamos, já é tarde demais – ele se foi, junto com a mocidade.

Existem limites antes que os enxerguemos, ou eles surgem de tanto que os buscamos? Ao tatearmos cegamente, encontramos as paredes de nosso claustro. Mas não sabemos se elas já estavam lá antes ou se apareceram por nossa insistência. Se você olha para o abismo, o abismo olha para você.

Talvez todo o problema esteja nessa ânsia de saber. Sem ela, seríamos completa e ridiculamente ignorantes. Mas a alternativa nem sempre é melhor. Para alguns, o conhecimento traz a felicidade; para outros, apenas angústia.

“Dorme agora…é só o vento lá fora.”

July 22, 2008

Capacidades e Efeitos: Duas Formas Operacionais

Filed under: Military — The Son of Nothing @ 4:56 pm
Tags: , , , ,

Enquanto ainda escrevia no Far Beyond Sanity, iniciei uma série de posts sobre assuntos militares, iniciando pelos dois grandes teóricos do século XIX: Jomini e Clausewitz. Desde o tempo desses autores, no entanto, houve mudanças muito maiores do que aquelas provocadas pelas Guerras Napoleônicas. O surgimento dos blindados, da aviação militar e, por último, das armas nucleares, alterou grandemente a guerra como a conhecemos, levando ao surgimento de novas teorias.

(more…)

Next Page »

Blog at WordPress.com.